O segredo do evento perfeito: o profissional de TI que ninguém viu trabalhar.
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Como profissional de TI, já vivi os dois lados da moeda em eventos. É uma montanha-russa de emoções que define a nossa profissão: ser invisível quando tudo funciona e ser o herói (ou o vilão) quando as coisas desandam.
O lado bom: a celebração silenciosa
Sabe aquela sensação de dever cumprido? No mundo da tecnologia para eventos, ela vem em forma de silêncio. Quando estou em um evento e tudo está dando certo, o meu trabalho é simplesmente não ter trabalho. Os computadores se conectam à rede sem problemas, a projeção está funcionando perfeitamente, o som está impecável e os palestrantes conseguem passar seus slides sem falhas.
Quando isso acontece, sou apenas uma pessoa na plateia. Observo as pessoas interagindo, aprendendo e se divertindo, e sinto um orgulho imenso. A equipe de organização está feliz, os participantes estão satisfeitos e eu me pego pensando: "É para isso que eu estudei tanto". A minha presença se torna desnecessária, e é a maior prova de que o trabalho de preparação foi bem-sucedido. Não tem holofotes, não tem agradecimentos no palco, e está tudo bem. A minha celebração é interna: um sorriso discreto e a certeza de que a tecnologia não atrapalhou o show.
O lado ruim: o chamado de emergência
A vida, no entanto, nem sempre é um mar de rosas. Existe um outro lado, o lado em que o meu telefone toca e a frase "O Ti não está, e a gente precisa dele agora!" é a trilha sonora do meu pesadelo. É o momento em que a tecnologia, que deveria ser invisível, se torna o centro das atenções pelo pior motivo possível.
Recebi essa ligação durante um evento de premiação. De repente, o telão principal apagou. A cerimônia parou. As luzes, que deveriam destacar os vencedores, estavam ofuscando o caos nos bastidores. A voz do outro lado da linha estava desesperada. "O que eu faço? Ninguém sabe o que aconteceu!". Eu estava a quilômetros de distância, preso no trânsito, e a única coisa que eu podia fazer era dar instruções por telefone.
A cada segundo que passava, a pressão aumentava. As pessoas nos bastidores, que antes estavam organizadas, agora se atropelavam em pânico. Tentei manter a calma, pedindo para checarem os cabos, o disjuntor, o servidor, qualquer coisa que pudesse dar uma pista. A cada "não, não é isso", meu coração afundava.
Finalmente, depois do que pareceram horas, a equipe descobriu o problema: o cabo HDMI que ligava o computador ao telão havia se soltado. Um problema simples, mas que na falta de uma pessoa de TI presente, se tornou um desastre. O alívio foi enorme, mas a sensação de impotência por não estar lá para resolver o problema rapidamente me assombrou.
Ser um profissional de TI em eventos é viver nessa corda bamba. É saber que a nossa ausência pode significar o sucesso absoluto ou o fracasso total. É estar preparado para o pior, mas torcer pelo melhor. No fim das contas, a nossa maior vitória é quando ninguém se lembra que nós existimos.
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